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Advogada será julgada por intermediar ordem de detento para matar traficante rival no ES

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13 de Junho de 2026 às 07:01
3 min de leitura
Advogada será julgada por intermediar ordem de detento para matar traficante rival no ES

Athur Santos Gomes foi morto a tiros em 2024 a mando de chefe de tráfico de drogas preso no Espírito Santo. Reprodução Menos de 24 horas depois de atuar na defesa de um dos dois homens condenados por um confronto armado que levou terror à Avenida Leitão da Silva, em Vitória, em 2023, a advogada Bianca Campelo voltou ao tribunal do júri nesta sexta-feira (12), agora como ré. A profissional é acusada de repassar a um grupo de criminosos uma ordem de um detento para assassinar um traficante rival. Athur Santos Gomes, de 20 anos, foi morto a tiros em abril de 2024 no bairro Santo Antônio, na capital capixaba. 📲 Clique aqui para seguir o canal do g1 ES no WhatsApp Bianca foi ouvida em audiência de instrução e julgamento, etapa que antecede a decisão do juiz sobre enviar ou não a mulher para o júri popular. A defesa alega ter plena e absoluta certeza da não participação da advogada nos crimes. As informações são da colunista Vilmara Fernandes. A acusação contra a advogada Segundo a denúncia do Ministério Público do Espírito Santo (MPES), a advogada teria utilizado o acesso ao sistema prisional para intermediar a comunicação entre um chefe do tráfico de drogas do Morro do Cabral/Quadro que estava preso e outros criminosos em liberdade. A ordem para o assassinato teria sido repassada à profissional dias antes do crime, quando Bianca visitou o traficante na cadeia. Em seguida, ela teria entrado em contato com um terceiro que acionou mais quatro executores. LEIA TAMBÉM: VILA VELHA: Mulher é presa após esfaquear homem que recusou namoro CRIMES: Juiz é condenado por assédio sexual contra estagiárias e pode perder a aposentadoria BRIGA DE TRISAL: morre homem que teve corpo incendiado por outro durante discussão A vítima foi morta ao sair de casa com a namorada no início da noite de 18 de abril de 2024. Segundo testemunhas, criminosos abordaram o jovem, tiraram uma foto dele e, em seguida, o levaram para uma outra rua, onde o mataram a tiros. Minutos depois, os executores teriam voltado ao local para garantir que Arthur estava morto. Motivação do crime O assassinato do jovem foi ordenado, segundo a denúncia, porque Arthur teria deixado o grupo criminoso chefiado pelo mandante do crime para atuar com outra facção no Morro dos Alagoanos, também em Vitória. Conforme o Ministério Público, o crime foi cometido por meio cruel, tendo em vista que a forma de execução causou sofrimento excessivo à vítima. "No mais, o crime foi praticado mediante recurso que dificultou a defesa da vítima, uma vez que os denunciados, em superioridade numérica, surpreenderam a vítima desarmada, a subjugaram, sem que esta tivesse qualquer chance de defesa ou reação”, diz a denúncia. Agora no g1 O que diz a defesa da advogada O advogado Augusto Martins Siqueira dos Santos, que defende Bianca, informou que tem plena e absoluta certeza da não participação de sua cliente nos atos criminosos atribuídos a ela. Em relação a audiência de instrução e julgamento desta sexta-feira (12), a defesa informou que "confia plenamente na responsabilidade e lisura da atuação do Ministério Público, este que atua sempre de forma justa, profissional e independente, respeitando as provas do processo". Vídeos: tudo sobre o Espírito Santo Veja o plantão de últimas notícias do g1 Espírito Santo
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